

Os trabalhos do químico francês Louis Pasteur sobre a função dos microrganismos na fermentação das cervejas, e sobre a impossibilidade de geração espontânea de organismos vivos, produzidos a partir de 1854, foram a base para pesquisas posteriores sobre o papel dos micróbios na saúde. De início, Pasteur demonstrou que a fermentação dos vinhos e das cervejas estava associada à atuação de microrganismos específicos, e que os problemas nesse processo eram consequência da contaminação das bebidas por outros microrganismos. Posteriormente, provaria que isto podia ser evitado com o aquecimento das bebidas por algum tempo a uma determinada temperatura. Mais tarde, Pasteur estudou a questão da geração espontânea, provando a impossibilidade do surgimento de organismos vivos em meios esterilizados.
Em 1865, ele estudou a doença dos bichos-da-seda, mostrando que ela estava ligada à ação de um micróbio transmitido às lagartas através do ovo das borboletas. Para Pasteur e seus seguidores, grande parte das doenças contagiosas se deviam à ação dos micróbios. Seus estudos, então, se voltaram para a identificação de diversos microrganismos causadores de doenças animais e humanas e, em seguida, para a busca de produtos capazes de tornar os organismos imunes a estes micróbios.
As pesquisas de Pasteur seguiam o mesmo rumo dos trabalhos de diversos estudiosos, na sua maioria alemães. Em 1870, o médico alemão Robert Koch descobriu o bacilo causador do carbúnculo, provando pela recriação da doença — de forma experimental — em cobaias, sua origem microbiana. As investigações de Koch e Pasteur seguiram rumos diferenciados. O primeiro teve como principal preocupação o desenvolvimento de métodos e técnicas para o cultivo e estudo das bactérias, erigindo normas que davam coerência teórica ao processo de descoberta de um microrganismo e atribuição de seu papel na etiologia de determinada doença. Pasteur procurou estudar os mecanismos de infecção e criar técnicas de prevenção das doenças — como a assepsia e a antissepsia — e desenvolvendo profiláticos e terapêuticos biológicos de uso animal e humano.
As descobertas empreendidas por Pasteur e seus colaboradores seriam uma alavanca para o desenvolvimento deste novo campo do saber. A descoberta da vacina contra a raiva seria o primeiro resultado, de grande repercussão, dos trabalhos de microbiologia aplicada à medicina humana. Em julho de 1885, Pasteur aplicou pela primeira vez num ser humano uma vacina baseada em suas pesquisas sobre a atenuação da virulência dos microrganismos. Além de possibilitar o tratamento preventivo da raiva, sua experiência inaugurou a possibilidade de elaboração de novos profiláticos específicos para outras doenças humanas.
A microbiologia produziu novas noções sobre as doenças, suas causas e formas de preveni-las. As descobertas neste campo permitiram o controle de epidemias e inauguraram a possibilidade de prevenção de várias doenças pela ação de vacinas. O conhecimento sobre a atuação dos micróbios possibilitou o desenvolvimento de um extenso conjunto de práticas antissépticas que viabilizaram cirurgias, mais extensas e seguras, e a radical diminuição dos níveis de infecções hospitalares e medidas higiênicas de prevenção, utilizadas no cotidiano.
Além disso, a medicina dos micróbios deu origem a exames capazes de diagnosticar de forma rápida e precisa diversas doenças em seus estágios iniciais, ou antes mesmo de seus sintomas despontarem. No entanto, numa perspectiva contemporânea, podemos observar que esse processo produziu também uma visão reducionista da saúde e doença que postulava que um microrganismo específico era o fator necessário e suficiente para o adoecimento. Essa visão, que muitas vezes não leva em conta o ambiente e as condições sociais e individuais dos sujeitos, com frequência geram intervenções sanitárias ineficazes.
Marcelo Queiroga
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Historiador. Doutor em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ. Coordenador do Observatório História e Saúde/COC/Fiocruz. Professor do PPGHCS/COC/Fiocruz.
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Historiador. Doutor em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ. Coordenador do Observatório História e Saúde/COC/Fiocruz. Professor do PPGHCS/COC/Fiocruz.
José Roberto Franco Reis
Historiador. Doutor em história social pela Unicamp. Pesquisador do Observatório História e Saúde - COC-FIOCRUZ
Luiz Antonio da Silva Teixeira
Historiador. Doutor em História Social pela USP. Coordenador adjunto do Programa de Pós-graduação em Saúde da Mulher e da Criança do Instituto Fernandes Figueira - Fiocruz; Professor dos Programas de História das ciências da Saúde e de Divulgação de Científica da Casa de Oswaldo Cruz
Luiz Alves Araújo Neto
Historiador. Doutor em História das Ciências e da Saúde pela Fiocruz. Bolsista de Pós-doutorado FAPERJ (PDR-10). Pesquisador do Observatório História e Saúde (COC/Fiocruz).
Luís Octavio Gomes de Souza
Cientista social formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisador e redator freelancer em História do Brasil e História da Saúde Pública no Brasil.
Colaboradores - Relatos em áudio e vídeo
Flávio Coelho Edler
Historiador. Doutor em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ. Professor do PPGHCS/COC/Fiocruz.
Robert Wegner
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Rômulo de Paula Andrade
Historiador. Doutor em História das Ciências e da Saúde pelo PPGHCS/Fiocruz. Professor do PPGHCS/COC/Fiocruz.
Tânia Maria Dias Fernandes
Graduada em Farmácia. Doutora em História Social pela USP. Professora do PPGHCS/COC/Fiocruz.
Tânia Salgado Pimenta
Historiadora. Doutora em História pela Unicamp. Professora do PPGHCS/COC/Fiocruz.
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José Roberto Franco Reis
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Luiz Antonio da Silva Teixeira
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