

Uma pesquisa, realizada pela ABIA, sobre ações de saúde para as profissionais do sexo, envolveu análise documental e entrevistas com gestores/as, trabalhadores (as) da saúde e usuárias no Rio de Janeiro. Um dos aspectos contemplados pelo estudo diz respeito a ações específicas para profissionais do sexo na área da saúde, desenvolvidas em dois municípios do estado do Rio de Janeiro, ilustrada a seguir:
format_quote“O que mais se destaca no serviço é a visão ampla sobre as prostitutas que se reflete tanto numa oferta de serviços amplos para elas, quanto na relação estabelecida com elas e com as “casas” onde trabalham. Nas entrevistas, as prostitutas são definidas como sujeitos de direitos, mulheres e parceiras na implementação de atividades. Considera-se que os contextos de vulnerabilidade ao HIV a que estão expostas estão mais vinculados a suas relações na vida privada e não no mundo do trabalho” (...) O programa fez bolsinhas para profissionais do sexo estampadas com as frases: Respeito é bom e eu gosto, e usa camisinha sempre. As bolsinhas têm maquilagem, camisinhas de chocolate e morango, delineador, batom, camisinha feminina, um batom que diz: Braços abertos a você mulher. O programa também promove um “Dia D”, que é o dia das profissionais do sexo, ou seja, quando são oferecidos diversos serviços de atenção à saúde e não apenas ao HIV” (p. 38 e 39)
Veja mais detalhes dessa pesquisa:
Nessa pesquisa, ao serem indagados quanto à pertinência de políticas específicas ou universais de saúde voltadas para trabalhadoras do sexo, parte das pessoas entrevistadas assinalou que certa especificidade deve ser reconhecida, como a ampliação dos horários de funcionamento dos serviços, levando em conta a necessidade das usuárias.
A maioria dos participantes do estudo considera que a criação de serviços específicos para profissionais do sexo pode aprofundar o estigma e discriminação. Nesse sentido, cabe reiterar sobre a necessidade de haver investimentos na formação dos(as) trabalhadores(as) da saúde, visando o respeito, acolhimento e a não discriminação das profissionais do sexo.
A pesquisa com as trabalhadoras do sexo abordou um debate importante sobre a particularização da ação ou a criação de estratégias universais gerais no campo das ações relativas às populações historicamente vítimas de discriminação.
A discussão sobre as implicações da particularização das ações deve ser estimulada entre os/as trabalhadores (as) da saúde, dado que uma abordagem universalizante pode perder de vista as especificidades dos segmentos populacionais, principalmente os mais vulneráveis. E, desse modo, perpetuar os processos de estigmatização sobre o princípio de que “atendemos todas as pessoas da mesma forma”.
A proposição de políticas para segmentos populacionais específicos, elencada anteriormente, aponta para a necessidade de contemplar nas ações de saúde demandas e particularidades dos diversos grupos sociais. Que tal propor esse debate com gestoras/es e profissionais de saúde, o movimento organizado e pesquisadoras/es do campo?
Confira aqui a descrição da pesquisa.
Marcelo Queiroga
Ministro
Gil Casimiro
Coordenador Ministério da Saúde
Nísia Trindade Lima
Presidente
Cristiani Vieira Machado
Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC)
Rivaldo Venâncio da Cunha
Coordenador
Tânia Maria Peixoto Fonseca
Assessora Técnica
Ana Cristina da Matta Furniel
Coordenadora geral
Adélia Araújo
Coordenadora de produção
Simone Monteiro
Coordenação acadêmica
Rosane Mendes
Coordenadora Plataforma Educare
Fernanda Sousa
Roberta Saboya
Designers Educacionais
Aline Polycarpo
Danilo Blum
Luciana Nunes
Designers de Interface e Interação
Teo Venerando
Edição Audiovisual
Nestablo Ramos Neto
Ilustrador
Carmélia Brito
Recursos Educacionais - Bibliotecária
Maria Angélica Marcondes Drska
Revisão de Português
Bruno Alexandre de Oliveira
Eduardo Xavier da Silva
Suporte Técnico de Tecnologia da Informação - Desenvolvedor
Adriano Lourenço
Orlando Terra
Suporte Técnico de Tecnologia da Informação - Analista de suporte
Módulo 1
Simone Monteiro
Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz
Wilza Villela
Consultora
Fernando Seffner
UFRGS
Miriam Ventura
IESC/UFRJ
Módulo 2
Angelo Brandelli Costa
PUC - RS
Laurinda Rosa Maciel
COC - Fiocruz
Nilo Martinez Fernandes
INI/Fiocruz
Hugo Perazzo
INI/Fiocruz
Rodrigo Otávio S. Escada
INI/Fiocruz
Módulo 3
Maurício Antonio Pompilio
FAMED/UFMS
Carmen Lucia Albuquerque de Santana
USP e CEPEDOC
Francisco I. Bastos
ICICT/Fiocruz
Daniel Canavese
UFRGS
Fernando Seffner
UFRGS
Módulo 4
Diogo Sousa
UFBA
Emanuelle F. Goes
Fiocruz-Bahia
Braulina Aurora
UnB
Felipe Milanez
UFBA
Daniel Canavese
UFRGS
Módulo 5
Carla Pereira
Colaboradora ABIA/Fiocruz
Angelo Brandelli Costa
PUC - RS
Ivia Maksud
IFF
Veriano Terto Jr.
ABIA/RJ
Daniel Canavese
UFRGS
Fernando Seffner
UFRGS
Camila Márcia Mendes
Assessora Técnica Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis
Mauro Brigeiro
Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz
Wilza Villela
Consultora
Revisores e revisoras:
Alexandre Okumoto
Aline Almeida da Silva
Andrea Gasparini Gallerani
Anna Karolline dos Anjos de Morais
Aranaí Sampaio Diniz Guarabyra
Carina Bernardes Sousa
Gilvane Casimiro da Silva
Márcia Rejane Colombo
Marcus Vinicius Peixinho
Patricia Rodrigues Sanine
Patricia Werlang
Rosana Ballestero Rodrigues
Sabrina Rodrigues da Silva Nascimento
Samara Loyane Cardeal Ferreira
Tannira Bueno Missiaggia
Tatiane Vendramini Parra Roda
Nathy Andrade
Mulher trans privada de liberdade