Módulo 3Meios de Cultivo
MÓDULO 3 – AULA 3 - Variação dos meios de Cultura
Como realizar a análise crítica para definição do meio de cultivo a ser utilizado?
Existem diversos tipos de meios de cultura, com muitas variações entre eles, sejam meios de cultura com composição definida e indefinida e possibilidade de uso de vários suplementos.
Mas, como definir o meio correto para determinado tipo celular? Ao final desse módulo, o aluno será capaz de: realizar análise crítica da composição de diferentes meios de cultura, conhecer as vantagens e desvantagens da utilização de meios de cultura com composição definida e indefinida, serum free e xeno free.
Começando com os meios de cultura gerais, aqui apresentamos uma listagem de meios mais utilizados nos laboratórios de cultura, como o Basal de Eagle, o Mínimo de Eagle ou DMEM, que é o Meio de Eagle modificado por Dulbecco, o RPMI, o Alfa MEM, o meio Ham F-10 que foi o primeiro meio livre de soro, o meio Ham F-12 e o IMDM. Esses são exemplos de meio de cultura 100% definidos, ou seja, se conhece exatamente a composição e a concentração dos seus componentes.
Como definir o melhor meio de cultura para o seu tipo celular?
É necessário possuir um conhecimento básico da célula para se definir o meio a ser utilizado. Para células disponíveis em bancos de células é possível consultar as informações disponibilizadas pelos distribuidores ou mesmo realizar uma busca em literatura quanto aos requerimentos de meios de cultivo e de suplementos para cada linhagem celular.
Meios de cultura especializados
Exemplos de meios de cultura especializados, ou seja, o EpiLife™ que é utilizado para a cultura de células epiteliais, o EBM que é utilizado para células endoteliais, o mTeSR™ usado para células-tronco pluripotentes e o MegaCell™ para células cardíacas, entre outras. Esses são exemplos de meios indefinidos ou complexos. Em alguns casos a composição e a concentração dos componentes é confidencial, ou seja, não conhecida pelo usuário.
É possível cultivar células sem a suplementação com soro?
Os meios de cultura livres de soro ou serum free são meios utilizados em ensaios que necessitam de formulações controladas, otimizadas e consistentes, enquanto mantém o desempenho, crescimento e produtividade da cultura celular. Não são acrescidos de soro, mas podem conter proteínas de origem animal, como albumina, tranferrina, selenito, alfa ou beta globulina, além de hormônios, fatores de crescimento etc.
Quais são as desvantagens de se utilizar meios livres de soro?
São meios de cultivo muito específicos, ou seja, a necessidade de desenvolvimento de meios diferentes para diferentes linhagens celulares. Isso ocorre porque possuem uma suplementação menos completa do que a fornecida pelo soro e específica para os requerimentos de uma determinada linhagem celular para a qual essa formulação foi desenvolvida.
Outra limitação dos meios livres de soro é que podem não apresentar capacidade de suportar os diferentes estágios de desenvolvimento de uma mesma linhagem celular, além de apresentarem um custo elevado.
Existem meios de cultivo livres de componentes animais?
Agora falaremos sobre os meios de cultura livres de componentes animais ou xeno free. Esses meios de cultivo contêm suplementos de origem humana, como albumina, não contém suplementos de origem não humana, garantem a ausência de variabilidade que ocorre devido ao uso de componentes animais indefinidos, apresentam fatores de origem sintética ou recombinante, ausência de questões éticas, pois não apresentam insumos de origem animal em sua composição e ausência de possibilidade de transmissão de patógenos de origem não humanas. As desvantagens de se utilizar meios de cultura livres de componentes animais são: alto custo para o seu desenvolvimento e célula-específicos, da mesma maneira que os meios serum free.
Para saber sobre esse tema assista a nossa videoaula e acesse o texto da transcrição:



