MÓDULO 2 | AULA 3 Toxicologia dos medicamentos e tabagismo
Tabagismo
Tabagismo e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF’s): impactos na saúde e a evolução do consumo no Brasil
O Tabagismo é reconhecido mundialmente como uma das maiores ameaças à saúde, é considerado uma doença crônica, caracterizada pela dependência à nicotina, incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Está relacionado com cerca de 50 tipos de enfermidades, incluindo diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, respiratórias, digestivas, patologias bucodentais e malformações congênitas.
A OMS considera o tabagismo uma epidemia, responsável por mais de 7 milhões de mortes por ano, das quais cerca de 1,6 milhões ocorrem entre não fumantes expostos passivamente à fumaça.
No Brasil, o cenário é alarmante. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que o tabagismo causa cerca de 477 mortes por dia, totalizando 174 mil óbitos evitáveis por ano. O Levantamento aponta que 26,8 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais consomem produtos fumígenos, como cigarros convencionais e dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs). Esse aumento de 25% é o maior desde 2007. Estima-se que 45,2% dos adolescentes e 61,2% dos adultos foram expostos ao fumo passivo na infância.
Os DEFs foram introduzidos como uma alternativa para reduzir danos e auxiliar na cessação do tabagismo, mas estudos indicam que, no Brasil, o impacto foi nulo ou até negativo, aumentando o uso combinado de cigarros convencionais e eletrônicos. Apesar de parecerem benéficos, estudos em animais (in vivo) mostram que a mistura aerossolizada dos líquidos desses dispositivos causa complicações de saúde semelhantes às dos cigarros, afetando sistemas:
- respiratório
- nervoso
- imunológico
- cardiovascular
- gastrointestinal
- renal
- inflamações na boca e garganta
Por esses motivos, a comercialização de DEFs é proibida no Brasil desde 2009.
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