Módulo 1 | Aula 3
Desafios e potencialidades do saneamento rural no Brasil
Medidas mitigadoras e adaptativas de saneamento rural diante das mudanças climáticas
O saneamento rural adequado é imprescindível para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Ele ajuda a enfrentar a insegurança hídrica e alimentar e é importante para reduzir a ocorrência das DRSAI. Para isso, existem dois tipos de medidas:
Buscam reduzir a emissão de gases de efeito estufa, promovendo ações de compostagem para reflorestamento, por exemplo. Evitar desperdício de água e de energia também é importante.
São necessárias para reduzir o impacto da mudança do clima e incluem a revisão dos projetos de saneamento; a melhoria dos serviços nas áreas rurais, como o dimensionamento das infraestruturas e os fatores de segurança a serem previstos diante das mudanças do clima, além da adequação e inovação de tecnologias, medidas de orientação para uso e ocupação do solo, ações de educação em saúde e saneamento e a manutenção preventiva das soluções e sistema.
Vale lembrar que o Brasil tem 5.571 municípios, com população variando aproximadamente entre mil e 12 milhões de habitantes, e que tais municipalidades se distribuem em cinco regiões com realidades socioeconômica, cultural e ambiental distintas.
O Brasil tem 5.570 municípios com diferentes realidades socioeconômicas e ambientais. Portanto, os gestores municipais e prestadores de serviços têm a responsabilidade de minimizar os problemas que podem surgir com a situação de emergência. Esses problemas, se não forem bem geridos, podem prejudicar a qualidade dos serviços de saneamento e, consequentemente, afetar a saúde da população.
Diversas situações ligadas à mudança do clima podem causar problemas de saúde, tornando essas ações ainda mais urgentes. Veja a seguir algumas delas:
- As DRSAI.
- Controle de vetores, pragas e animais peçonhentos por meio do manejo integrado dos 4 A: alimentos, água, acesso e abrigo.
- Agravos causados por quedas e outros tipos de acidentes.
- Transtornos psicossociais e mentais: Isso pode incluir estresse, dificuldade de concentração, insônia, amnésia, fobias, ansiedade, pânico, depressão, perda de apetite, fadiga, e abuso de álcool e de medicamentos.
- Potencialização das doenças crônicas: A insegurança hídrica e alimentar pode agravar condições como hipertensão, diabetes e infarto do miocárdio.
Vamos entender melhor como os riscos à saúde estão ligados ao que acontece no nosso ambiente?
Os problemas de saúde não aparecem sozinhos; eles estão conectados a fatores sociais e ambientais. Para saber como evitar esses riscos, precisamos entender as vulnerabilidades da nossa comunidade e como elas afetam nossa saúde. Veja esse exemplo: Como lidamos com as águas da chuva? Precisamos cuidar dos solos para que a água da chuva seja absorvida e possa ajudar a recarregar os aquíferos (os reservatórios de água no subsolo). Isso também ajuda a evitar problemas como alagamentos e inundações - intensificados com a mudança do clima.
Infelizmente, desastres como tempestades fortes ou períodos de seca e estiagem podem fazer com que as comunidades não consigam se recuperar facilmente. Quando isso acontece, é necessário agir para apoiar a população e reconstruir o que foi perdido.
Então, reflita! Como é possível tornar a sua comunidade mais resiliente e preparada para lidar com esses desafios?
O planejamento municipal para o saneamento rural pode incluir um plano de ações para emergências que esteja alinhado com medidas para lidar com as mudanças climáticas. Isso significa que ele deve considerar soluções para problemas temporários e estabelecer um plano de operação para situações críticas.
Para saber mais, acesse: 25 Anos EAD (fiocruz.br) e para a articulação com os planos locais de risco e de contingência existentes, bem como os planos de mudanças climáticas.
Em síntese, a formação de uma equipe técnica qualificada em saneamento rural pode atender a várias necessidades de políticas e projetos, contribuindo para a proteção da vida e promoção de territórios saudáveis e sustentáveis.